ESTUDO SETORIAL
DESCARBONIZAÇÃO INDÚSTRIA SIDERÚRGICA

Estudo Setorial Descarbonização das Indústrias Siderúrgica – Biomassa Biocarvão Hidrogênio Verde – Captura de Carbono
Brasil Biomassa e Energia Renovável. Curitiba. Paraná. 2025
Conteúdo: 1. Análise do Setor Industrial de Produção de Ferro e Aço no Brasil 2. Emissões de CO2 das Indústrias Siderúrgicas 3. Caminho e Cenários da Descarbonização e Projeções para Reduções de CO2. 4. Consumo Energético Produção Ferro e Aço e Alternativas Energéticas para Descarboização 5. Tecnologias para Redução das Emissões de Carbono 6. Tecnologia e Projeções de Produção de Biomassa Sustentável Florestal e da Madeira 7. Tecnologia e Projeções de Produção de Hidrogênio Verde 8. Tecnologia e Projeções de Produção de Captura e Armazenamento de Carbono 9. Recuperação de Calor com Tecnologias Avançadas 10. Descarbonização do Setor Siderúrgico nos Estados Unidos, União Europeia, China e Brasil. 11. Fundamentos da Descarbonização Industrial e Transição para o Aço Verde: Projetos de Redução
Edição 2025
Total 1.000 páginas.
Apresentação Estudo Setorial Descarbonização das Indústrias Siderúrgica – Biomassa Biocarvão Hidrogênio Verde – Captura de Carbono
Em nome da Associação Brasileira das Indústrias de Biomassa e Energia Renovável e dos numerosos colaboradores no desenvolvimento do Estudo Setorial Descarbonização das Indústrias Siderúrgica – Biomassa Biocarvão Hidrogênio Verde – Captura de Carbono, tenho o prazer de apresentar o primeiro estudo setorial da série Descarbonização Industrial (Alumínio, Amônia/Fertilizantes, Avicultura, Cerâmica, Cervejaria, Cimentos, Cooperativas Agrícolas, Farmacêutica, Frigoríficos, Laticínios, Papel e Celulose, Processamento Milho e Soja, Química e Vidro) desenvolvido pela Brasil Biomassa sobre o potencial para um futuro de baixo carbono nos setores industriais mais intensivos em calor no Brasil.
As alterações climáticas apresentam-se como um dos maiores desafios para a humanidade neste século. Vivemos numa época onde somos sobrecarregados com informações sobre o impacto dos combustíveis fósseis no nosso planeta, que podem ter consequências negativas sobre a atividade humana, ao nível social, econômico e ambiental.
O aço é um material de suma importância para a civilização humana e isto é fato já consolidado, conhecido de todos. No entanto, mais recente é a preocupação e necessidade de descarbonização da indústria siderúrgica em alinhamento às metas globais de redução de gases do efeito estufa.
A metalurgia de ferro produz grandes quantias desses gases, como o dióxido de carbono, CO2. O metano, CH4, outro tipo de GEE, é parte dos recursos energéticos secundários e é queimado a CO2 nas unidades metalúrgicas. Pode-se reduzir o conceito mais amplo de pegada de carbono na indústria de ferro a uma emissão integrada de CO2, que é a soma das emissões de CO2, aparecendo consequentemente em todos os processos da cadeia tecnológica, começando com a extração de matéria prima e terminando com o produto final.
Quanto ao consumo de energia, o setor de aço é o segundo maior consumidor industrial de energia. O combustível mais usado no setor siderúrgico no mundo é o carvão, representando 74% do uso de energia do setor.
Além do carvão, coque, eletricidade e gás natural respondem por quase toda a demanda energética restante do setor. Notavelmente, 16% da demanda global por carvão é representada pelo carvão coque, um insumo na produção de aço
Deste modo, esta temática da descarbonização revela-se importante para a atividade industrial do setor siderúrgico, cuja intervenção pode aumentar ou reduzir o seu impacto. Para abordar esta temática constitui-se necessário analisar as alterações climáticas, no sentido de compreender as causas que levam ao aquecimento global e averiguar de que modo se constitui possível uma redução significativa das emissões de gases de efeito de estufa, impondo-se a descarbonização empresarial em vários setores da economia, em particular no setor de produção de ferro e aço.
A descarbonização deve promover uma mudança na mentalidade e comportamento das pessoas assim como na atuação das empresas. Neste contexto, a descarbonização industrial ganha assim importância estratégica, nomeadamente em sustentabilidade e responsabilidade social para fazer face às alterações climáticas.
A sustentabilidade é tida como fator chave para a vantagem competitiva das organizações e considerada não apenas desejável, mas imperativa, num tempo marcado pelas alterações climáticas e aplicação das políticas ambientais.
Este estudo setorial avalia todas as alternativas técnicas para a descarbonização industrial do setor siderúrgico, para as reduções de emissões de CO2 na produção de ferro e aço, da mudança de fonte de energia para bioeletricidade com uso da biomassa e principalmente das novas inovadoras tecnologias de biocarvão (bio-óleo e gás sintético), hidrogênio verde e captura e armazenamento de carbono para o setor industrial de produção de ferro e aço.
Este Estudo setorial investiga como a indústria siderúrgica poderá descarbonizar o processo produtivo e industrial, reduzindo as emissões de CO2, aumentando a eficiência energética, permanecendo competitiva no mercado.
As mudanças na economia internacional e a necessidade de descarbonizar significam que as empresas do setor siderúrgico no Brasil, venham em enfrentar os desafios crescentes, bem como encotrar novas oportunidades. O Brasil está comprometido em mudar para uma economia de baixo carbono, incluindo os setores mais intensivos em energia. Esses setores consomem uma quantidade considerável de energia, mas também desempenham um papel essencial na entrega da transição para uma economia de baixo carbono, bem como na contribuição para o crescimento e no reequilíbrio da economia.
O Estudo setorial visa:
· Melhorar a compreensão do potencial de redução de emissões de setores industriais de produção de ferro e aço, os custos e desafios relativos de opções alternativas de geração e de redução do consumo de energia.
· Estabelecer uma base de evidências das novas tecnologias para descarbonização industrial do setor siderúrgico e para identificar conclusões estratégicas e próximos passos potenciais para ajudar a entregar uma descarbonização econômica no médio a longo prazo (durante o período de 2030 a 2050)
A indústria do aço precisa reduzir suas emissões em 50% até 2050 para atingir as ambições do Acordo de Paris e estar alinhada com as metas de emissões zero para 2070. Este desafio ainda é agravado pelo aumento da demanda de aço vinculado ao crescimento populacional e da economia. Com respeito às emissões futuras do setor global de aço, é esperado que elas aumentem, atingindo 2,7Gt CO2 por ano em 2050 (7% mais emissões que em 2019) se nenhuma medida for tomada a fim de melhorar o processo produtivo.
Portanto, cada tópico do estudo visa apresentar evidências, análises e conclusões existentes no mercado nacional e internacional para que o setor possa tomar medidas subsequentes com relação a questões como redução e eficiência energética, alternativas de reduções de GEE, descarbonização e tecnologias de biocarvão, hidrogênio e de captura e armazenamento de carbono.
Associação Brasileira das Indústrias de Biomassa e Energia Renovável